quinta-feira, 6 de março de 2008

Debate sobre o texto: GONÇALVES, Francisca. "Interdisciplinaridade". IN: Presença Pedagógica.v.2. n.9 mai/jun. 1996.pp.78-81

Durante o debate sobre o texto proposto, pudemos refletir sobre aspectos importantes da abordagem interdisciplinar dos conteúdos. Pelas intervenções de Leila e Ivan, constatamos a função da interdisciplinaridade como um dos componentes que conferem significado à aprendizagem. Ivan considerou que a abordagem interdisciplinar impõe a necessidade de "estabelecer bases para unir as disciplinas: princípios e regras, em torno de uma proposição comum (axioma)". Cavour lançou uma questão polêmica: "Como aplicar a interdisciplinaridade no ensino? Qual a mágica?". Ponderei com o grupo que não há "mágica". O que há é intenção, planejamento, envolvimento, diálogo, conflito e, sobretudo, disposição para enfrentar desafios, rompendo certos paradigmas que sempre colocaram os alunos na posição de "receptores"do conhecimento enquanto cabia ao professor a função de "transmissor". Em seguida, desse diálogo, surgiu outra questão: "É possível aplicar a integração em sala de aula, sem perder as especificidades de cada área?". Ponderei que este é o desafio da interdiciplinaridade, na concepção que estamos adotando no momento: integrar as disciplinas ao mesmo tempo em que se mantêm as especificidades. Ivan sintetizou bem o momento em que vivemos ao mencionar que estávamos experimentando o "medo da incógnita", fazendo referência ao livro "Fomos maus alunos", de Giberto Dimenstein e Rubem Alves , que haviam estudado nas aulas de Sociologia da Educação, com o Prof. Maurício Ferreira no semestre passado. Foi muito bom poder presenciar esse momento de relação entre os conhecimentos, uma prova de que estamos no caminho certo! A participação atenta, motivada e dinâmica de todos os alunos deu-nos a possibilidade de esclarecer o papel da TIDIR como disciplina articuladora dos conteúdos abordados nas outras disciplinas, sobretudo a relação entre teoria e prática, entre conhecimento empírico (do senso comum) e conhecimento científico. Também ficou clara a nossa intenção de direcionar o processo de ensino-aprendizagem para a criação das condições necessárias ao desenvolvimento da consciência reflexiva dos alunos, a fim de que sejam capazes de "estabelecer relações entre idéias, e de elaborar, assimilar e socializar conhecimentos significativos para a vida real" (Gonçalves,1996, p.81).
Em seguida, organizamos os grupos e propusemos a primeira tarefa: elaborar um texto coletivo, sistematizando tudo o que discutimos sobre interdisciplinaridade, considerando a seguinte questão:
"Como vocês definem a interdisciplinaridade, a partir da leitura e debate que fizemos, relacionando tal definição às possíveis constribuições que essa abordagemn pode trazer à formação do profissional de Letras?".
Os grupos ficaram de se reunir na quarta-feira, dia 5, na aula de estudos independentes, para produzir o texto e apresentá-lo na sexta-feira, dia 7, como parte da avaliaçao processual do TIDIR.

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